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A ontologia é um arquivo YAML que descreve o mundo do seu negócio: que coisas existem, como se reconhece cada uma, e como se ligam. Ela não descreve telas, não descreve pipelines e não descreve os sistemas de origem. Tudo que a plataforma faz com identidade e grafo sai daí. Não há código por cliente. Três frases resumem o resto desta trilha:
  1. id_field cunha, er_fields acha. O primeiro cria um id novo quando nada casou; o segundo é consultado antes, e é o que funde fontes diferentes.
  2. er_fields é OU, nunca E. Cada campo da lista, sozinho, tem que identificar a coisa. Não existe chave composta.
  3. A ontologia não tem nada de visualização. Rótulo e cor são derivados; se você está declarando como algo aparece na tela, está no arquivo errado.
Esta página é sobre modelar. Para o procedimento de salvar, validar e ativar uma versão, veja Gerenciar a ontologia.

1. Entidade é uma coisa do mundo real

Não é uma linha de tabela. Não é um registro de sistema. É a coisa: aquela pessoa, aquele carro, aquele imóvel, aquele contrato. Uma entidade costuma aparecer em vários sistemas ao mesmo tempo, cada um com a sua chave e o seu jeito de escrever:
Quatro linhas, quatro chaves, quatro formatos. Uma entidade. Juntar isso é o trabalho principal da ontologia. Cada entidade ganha um entity_id (um UUID) que é estável: a mesma coisa tem o mesmo id hoje, amanhã e depois de reprocessar.

2. id_field cunha. er_fields acha.

A confusão mais comum é tratar os dois como sinônimo. Eles respondem perguntas diferentes:
A ordem importa e é sempre a mesma:
Declarar er_fields numa ontologia que já está rodando não re-chaveia nada. A busca consulta a chave própria primeiro, então quem já existe mantém o id que tem.

3. Identificador é o que obriga duas linhas a serem a mesma coisa

Esse é o critério, e é o único que importa:
Se duas linhas tiverem o mesmo valor neste campo, elas são obrigatoriamente a mesma coisa no mundo real?
Qualquer nome de campo funciona. Não existe lista fixa: matricula, passaporte, codigo_associado, duns — se passa no teste, é identificador.

4. A aresta liga ids, não campos

O que acontece com uma linha do DETRAN:
O campo some. A aresta guarda id com id. Por isso o carro achado pela placa e o carro achado pelo chassi são o mesmo nó, e o contrato alcança os dois. A tabela do source: da aresta é aquela que tem as duas colunas — é ela que sabe que essas duas coisas se ligam.

Um vocabulário mínimo


O que não vai na ontologia

  • Transformação de dado. Limpar, converter, juntar colunas — isso é a camada clean (dbt SQL). A ontologia lê colunas que já existem.
  • Validação de negócio. Dígito verificador de CPF, faixa de valor, obrigatoriedade.
  • Aparência. Cor, ícone, ordem, o que aparece primeiro.
  • Permissão. O ACL viaja na linha, da clean para o grafo.

Escrevendo uma ontologia

A estrutura do arquivo, campo a campo, e um exemplo completo que roda.

Campos pesquisáveis

O que fica achável de graça e o que precisa declarar.