Skip to main content
O conector Microsoft Fabric lê as tabelas de um Lakehouse direto no OneLake, sem copiá-las para a Strattum. O Data Catalog recebe os schemas, as tabelas e as colunas, e cada consulta lê as linhas na origem.

Capacidades

  • Descobre os schemas, as tabelas e as colunas do Lakehouse e publica tudo no Data Catalog. Você escolhe lá quais tabelas a plataforma expõe.
  • Lê as linhas no OneLake a cada consulta, com as credenciais do aplicativo. Nada é gravado no lake da Strattum, e nenhum SQL endpoint, warehouse ou Spark do Fabric é acionado.
  • Expõe cada tabela selecionada na consulta SQL governada (run_sql) como fed__fabric__{schema}__{table}, já filtrada pela permissão.
  • Alimenta o grafo do Memory quando a ontologia mapeia uma tabela como fonte fed/fabric__{schema}__{table}. O Memory lê só as linhas novas pela coluna de watermark.
  • Lê os papéis do workspace e as roles de segurança do OneLake e grava em cada tabela a lista de quem pode lê-la.

Recursos disponíveis

Os recursos são dinâmicos: existem depois que o conector descobre as tabelas do seu Lakehouse. Cada tabela vira um recurso com o nome {schema}__{table}. Num Lakehouse sem schemas, as tabelas aparecem sob o schema dbo. O conector ignora o schema information_schema. Ele também deixa de fora:
  • Tabelas cujo schema ou nome contém __, porque o separador do nome do recurso ficaria ambíguo.
  • Tabelas que geram o mesmo nome de recurso sem diferenciar maiúsculas, como Pedidos e pedidos. Todas as envolvidas saem.
  • Tabelas cujo local de armazenamento não é a pasta da própria tabela no Lakehouse configurado.

Permissões (ACL)

Os dados não são copiados. A permissão é lida na fonte a cada consulta e aplicada ao resultado. Em Comportamento dos dados, o padrão é “Espelhar a fonte”: cada pessoa vê apenas o que a própria fonte libera para ela. No modo “Aberto”, quem puder usar o conector vê todo o resultado. Esse padrão vale quando nenhuma escolha foi salva para o conector. O assistente do Console começa com “Aberto” marcado, então o modo que vale é o que estiver selecionado ao salvar. No Fabric, a consulta lê as linhas na origem e aplica a lista de acesso que a execução de metadados gravou em cada tabela. Essa lista é relida a cada execução, de 10 em 10 minutos por padrão. No modo “Espelhar a fonte”, marque Exigir login na fonte como prova de identidade. O Microsoft Entra identifica cada pessoa por um ID interno (um GUID), e a Strattum só liga esse ID a uma pessoa depois que ela vincula a conta Microsoft.
Com “Espelhar a fonte” e sem Exigir login na fonte como prova de identidade, ninguém vê os dados deste conector. Marque a opção e peça a cada pessoa que vincule a conta Microsoft na página Conexões.

Como a fonte define acesso

No Fabric, os papéis de workspace Admin, Member e Contributor leem todos os dados do Lakehouse. O papel Viewer não lê dados sozinho. Ele precisa de uma role de segurança do OneLake, que concede leitura de tabelas, schemas ou pastas a usuários e grupos do Entra ID.

Como a Strattum traduz o acesso

A cada execução de metadados, o conector lê uma vez as atribuições de papel do workspace e uma vez as roles de segurança do Lakehouse. Com elas, grava em cada tabela selecionada a lista de quem pode lê-la:
  • Usuários e grupos com papel Admin, Member ou Contributor entram na lista de todas as tabelas.
  • Cada role do OneLake com leitura entra na lista das tabelas cuja pasta o caminho dela cobre. Valem *, Tables/*, Tables, Tables/{schema}, Tables/{schema}/* e o caminho da própria tabela.
  • Um caminho sem curinga cobre tudo o que está abaixo dele, comparando pasta por pasta: Tables/dbo cobre Tables/dbo/clientes e não cobre Tables/dbo2. Um caminho em Files/ nunca cobre uma tabela.
  • Um usuário vira user:{conector}:{object id} e um grupo vira group:{conector}:{object id}, com o object id do Entra ID. Quando a role não informa se o membro é usuário ou grupo, o conector pergunta ao Microsoft Graph.
  • Um papel atribuído ao tenant inteiro (EntireTenant) libera a tabela para todos que podem usar o conector.
  • Os membros de cada grupo, inclusive de grupos aninhados, são lidos no Microsoft Graph.

Quando a identidade não é encontrada

No modo “Espelhar a fonte”, a tabela não aparece para quem não vinculou a conta Microsoft, nem para quem não está na lista dela. Uma tabela com a lista vazia não aparece para ninguém. Se a permissão de uma tabela nunca foi lida com sucesso, a tabela fica oculta até a próxima leitura dar certo. Ela nunca fica aberta por falta de leitura.

Quando a permissão é atualizada

A permissão é lida na mesma execução que atualiza os metadados, de 10 em 10 minutos por padrão. Uma mudança de papel ou de role no Fabric vale a partir da execução seguinte, mesmo que nenhuma linha da tabela mude. Se a leitura das permissões falha, o conector mantém a última lista lida com sucesso por até 24 horas, contadas a partir dessa leitura. Depois disso, a tabela fica oculta até uma leitura dar certo. Desde a primeira falha, a execução termina com um aviso que diz quanto tempo falta. A associação entre os grupos do Entra ID e as pessoas da Strattum é atualizada num passo à parte, de 10 em 10 minutos e depois de cada execução do conector.

Pré-requisitos

  • Um Lakehouse do Microsoft Fabric numa capacidade ativa. Com a capacidade pausada, o OneLake recusa todas as leituras.
  • Um aplicativo registrado no Microsoft Entra ID, com um client secret.
  • Esse aplicativo com o papel Membro (Member) no workspace do Lakehouse. A leitura dos papéis do workspace exige Member ou superior.
  • Duas configurações de tenant do Fabric habilitadas: Service principals can call Fabric public APIs e Users can access data stored in OneLake with apps external to Fabric.
  • Permissões de aplicação do Microsoft Graph GroupMember.Read.All e Directory.Read.All, com consentimento do administrador.
  • Para que cada pessoa veja só o que o Fabric libera para ela: um aplicativo do Entra ID para o login, com redirect URI do tipo Web e a permissão delegada User.Read.

Autenticação e escopos

O conector usa o fluxo client credentials do Entra ID com um único tenant. Os valores common, organizations e consumers são recusados. O ID do workspace e o ID do Lakehouse precisam ser GUIDs.
1

Registre o aplicativo no Entra ID

Crie o registro do aplicativo e gere um client secret. Anote o ID do tenant, o Client ID, o valor do segredo e a data de validade dele. Copie o Valor do segredo, que é diferente do ID do segredo.
2

Conceda as permissões do Graph

Em Permissões de API, adicione as permissões de aplicação GroupMember.Read.All e Directory.Read.All do Microsoft Graph e conceda o consentimento do administrador.
3

Habilite as configurações do tenant no Fabric

Em OneLake catalog > Govern > Configurations > Tenant settings, habilite Service principals can call Fabric public APIs e Users can access data stored in OneLake with apps external to Fabric. Se a primeira estiver liberada só para grupos de segurança, inclua o aplicativo num desses grupos.
4

Adicione o aplicativo ao workspace

No workspace do Lakehouse, adicione o aplicativo com o papel Membro (Member).
5

Copie os IDs do workspace e do Lakehouse

Abra o Lakehouse no portal do Fabric. Na URL, o GUID depois de /groups/ é o ID do workspace e o GUID depois de /lakehouses/ é o ID do Lakehouse.
6

Prepare o login de cada pessoa

Este passo só é necessário para “Espelhar a fonte”. No aplicativo que fará o login, vá em Authentication e adicione um redirect URI do tipo Web com o endereço público do serviço de identidade da sua instalação seguido de /v1/links/callback. Adicione a permissão delegada User.Read do Microsoft Graph. O Client ID e um client secret desse aplicativo entram no passo Permissionamento do Console.

Configuração no Console

1

Abra o assistente

No menu lateral, clique em Conectores, depois em Nova Conexão e selecione Microsoft Fabric.
2

Conexão

Nome do Conector (Opcional): padrão Microsoft Fabric.Tenant (Directory ID) (Obrigatório): o GUID ou o domínio do tenant do Entra ID.Client ID (Obrigatório): o ID do aplicativo registrado, que precisa ser Membro do workspace.Client secret (Obrigatório): o valor do segredo gerado no aplicativo.ID do workspace (Obrigatório): o GUID do workspace.ID do Lakehouse (Obrigatório): o GUID do Lakehouse.Validade do client secret (opcional) (Opcional): a data em que o segredo expira. A Strattum avisa quando faltam 14 dias ou menos e quando a data passa.Clique em Testar Conexão. O teste obtém o token, lista os schemas, lê uma tabela do primeiro schema e depois tenta ler os papéis do workspace. O resultado aparece em uma de três cores:
  • Vermelho: os dados não podem ser lidos. O assistente não avança.
  • Amarelo: o aplicativo lê os dados, mas não lê os papéis do workspace, ou o segredo está perto de vencer ou já venceu.
  • Verde: tudo foi lido.
Próximo fica disponível com verde ou amarelo.
3

Sincronização

Frequência de Sincronização (Obrigatório): de quanto em quanto tempo o conector relê tabelas, colunas e permissões. A recomendada é a cada 10 minutos. As consultas sempre leem os dados na origem, qualquer que seja a frequência. Veja Frequência de sync.
4

Permissionamento

Quem pode usar este conector (Obrigatório): “Todos os usuários” ou “Apenas times específicos”. Times com acesso (Quando selecionado): os times liberados, obrigatório com “Apenas times específicos”.Comportamento dos dados (Obrigatório): “Aberto” ou “Espelhar a fonte”. O assistente abre com “Aberto” marcado, e é esse o modo que fica salvo se você não mudar. “Aberto” mostra todas as tabelas a quem pode usar o conector. Escolha “Espelhar a fonte” para que cada pessoa veja só as tabelas que o Fabric libera para ela.Exigir login na fonte como prova de identidade (Opcional, só em “Espelhar a fonte”): marcada, pede os dados do aplicativo de login.URL de autenticação (Opcional): em branco, a Strattum monta https://login.microsoftonline.com/{tenant}/oauth2/v2.0/authorize com o tenant da conexão.Client ID e Client Secret (Quando selecionado): os do aplicativo de login. Na edição, deixar em branco mantém os valores salvos.Escopos (Opcional): em branco, vale openid profile User.Read.
5

Revisão

Revise e salve. Depois, escolha no Data Catalog quais tabelas expor. Sem nenhuma seleção salva, todas as tabelas descobertas ficam disponíveis.
Depois de salvo, o ID do workspace e o ID do Lakehouse não mudam. Para ler outro Lakehouse, remova este conector e crie outro: cada ambiente aceita um conector Fabric. Com a opção de login marcada, cada pessoa abre Conexões no menu lateral, clica em Conectar no card do conector e entra com a conta Microsoft do tenant configurado.

Como a sincronização funciona

O conector não copia linhas. Ele trabalha em dois ritmos: Cada execução de metadados segue estes passos:
  1. Lê as credenciais cadastradas no Console. Não existe credencial por variável de ambiente.
  2. Avisa se a validade informada para o client secret passou ou está a 14 dias ou menos.
  3. Descobre o Lakehouse na API Delta do OneLake: schemas, depois tabelas, depois colunas, seguindo a paginação.
  4. Aplica a seleção feita no Data Catalog.
  5. Lê as permissões e grava a lista de acesso de cada tabela selecionada.
  6. Publica o resultado e avisa o Memory, mas só quando a ontologia aplicada mapeia alguma tabela do Fabric.
A amostra de linhas do Data Catalog fica guardada por até 5 minutos. Na consulta SQL governada e no grafo, a leitura vai sempre à origem. O grafo lê cada tabela de forma incremental, pela coluna de Watermark do grafo. Sem uma coluna TIMESTAMP reconhecida ou escolhida, a tabela é lida inteira a cada leitura. Você ajusta a coluna e o campo Avança por no card Configuração da sincronização da tabela, no Data Catalog. O padrão de Avança por é “Tempo de execução”. O que acontece quando algo some ou falha na fonte:
  • Uma linha apagada no Lakehouse some das consultas na hora, porque elas leem a origem. No grafo, a verificação de remoções compara as chaves da tabela com as do grafo a cada 6 horas por padrão. Em tabelas com mais de 1.000.000 de linhas, essa verificação não roda por padrão.
  • Uma tabela selecionada que sai do Lakehouse, ou muda de nome, deixa de ser publicada. A execução avisa enquanto ela continuar selecionada.
  • Uma tabela cuja descrição falha numa execução mantém os dados da execução anterior. Se não houver execução anterior, ela fica de fora até a próxima.
  • Se a descoberta não encontra nenhuma tabela e a execução anterior tinha tabelas, nada é publicado e o estado anterior fica. Isso costuma indicar papel removido ou capacidade pausada.

API da fonte

Rate limits. Limite da API: a API REST do Fabric aplica uma cota por identidade, numa janela fixa de 60 segundos. Para as APIs de plataforma, a cota é de 500 chamadas por minuto, e algumas APIs têm limites próprios. Acima dela, o Fabric responde 429 com o cabeçalho Retry-After. O Microsoft Graph também responde 429 com Retry-After, com limites que variam por cenário. A Microsoft não publica um limite numérico para a API Delta do OneLake. Cada leitura no OneLake consome unidades de capacidade (CU) da capacidade do Fabric. Comportamento do conector: na API Delta do OneLake, ele pede 100 itens por página e usa timeout de 30 segundos por chamada. Diante de um 429, espera o Retry-After (até 60 segundos, ou 1 segundo sem o cabeçalho) e faz até 3 tentativas. Se a descoberta falha, a execução a repete duas vezes, após 15 e 60 segundos. Na API REST do Fabric e no getByIds, faz até 3 tentativas, esperando o Retry-After (até 60 segundos, ou 5 sem o cabeçalho). As duas listas de permissão são lidas uma vez por execução, e os tokens ficam em cache até 2 minutos antes de expirar. Na leitura de membros de grupo, o Graph é chamado de novo até 5 vezes após um 429 ou 503, respeitando o Retry-After. Referência oficial: Throttling nas APIs REST do Fabric, Throttling no Microsoft Graph, API Delta do OneLake e Segurança de dados do OneLake.

Limitações conhecidas

  • Cada ambiente aceita um conector Fabric, e cada conector lê um Lakehouse. Itens Warehouse e vários Lakehouses no mesmo ambiente não fazem parte desta versão.
  • O workspace e o Lakehouse não mudam depois da criação. Para trocar a fonte, remova o conector e crie outro.
  • Com a capacidade do Fabric pausada, o OneLake recusa todas as leituras. As consultas falham, o Data Catalog mostra que a origem não pôde ser lida e a execução de metadados falha ou mantém o estado anterior, até a capacidade voltar.
  • No modo “Espelhar a fonte”, só vê os dados quem vinculou a conta Microsoft. Sem Exigir login na fonte como prova de identidade, ninguém vê. O vínculo aceita só contas do tenant configurado.
  • Uma role do OneLake com segurança de linha ou de coluna numa tabela não libera essa tabela para os membros dela, porque a plataforma ainda não aplica essas restrições. Os papéis Admin, Member e Contributor não são afetados.
  • Service principals, identidades gerenciadas e membros por permissão de item (fabricItemMembers) não são mapeados. Isso inclui quem lê o Lakehouse pela role DefaultReader, que libera quem tem a permissão ReadAll.
  • Um usuário com o papel Viewer só vê uma tabela se uma role do OneLake a conceder a ele ou a um grupo dele.
  • Uma mudança de permissão no Fabric só vale na execução de metadados seguinte, até 10 minutos depois no padrão.
  • A amostra de linhas do Data Catalog não passa pela lista de acesso da tabela. Ela depende só da permissão de leitura do catálogo no Console.
  • Tabelas com __ no schema ou no nome, tabelas cujo nome coincide com outro sem diferenciar maiúsculas e tabelas com ponto no schema ou no nome não são publicadas.
  • Num Lakehouse sem schemas, o OneLake guarda as tabelas em Tables/{table}. Se a API não informar o local de uma tabela, o conector assume Tables/dbo/{table}, que está errado nesse caso, e registra um aviso.
  • Uma tabela cujo local de armazenamento fica fora da pasta dela no Lakehouse configurado, como um atalho para outro armazenamento, não é lida.
  • Só uma coluna TIMESTAMP serve de watermark. Uma coluna TIMESTAMP_NTZ não serve, e o grafo relê a tabela inteira.
  • Colunas cujo nome começa com acl_ ficam ocultas nas consultas, porque esse prefixo é reservado da plataforma.
  • No grafo, a verificação de remoções não roda por padrão em tabelas com mais de 1.000.000 de linhas.
  • O client secret do Entra expira e não se renova sozinho. Informe a validade na conexão e troque o segredo antes da data.

Troubleshooting

Próximos passos

Data Catalog

Escolha as tabelas do Lakehouse que a plataforma expõe.

Memory

Mapeie as tabelas na ontologia para alimentar o grafo.
O conector não lê credenciais de variáveis de ambiente: cadastre a conexão pelo Console. Três variáveis do .env mudam o comportamento de fontes federadas e do vínculo de conta.
Veja Desenvolvimento local.